segunda-feira, 8 de abril de 2013

Filme "FORA DO FIGURINO'

O documentário "Fora do Figurino" foi selecionado pela revista CARAS como um dos destaques entre os filmes sobre moda dos últimos anos .



http://caras.uol.com.br/especial/cinema/post/os-10-melhores-filmes-de-moda-desde-o-diabo-veste-prada


05/09/13.



 Enfim galera esta em cartaz desde 22 de março o filme "Fora do Figurino" excelente documentário muito bem avaliado pela Veja São Paulo,( http://abr.io/IG6H ) que mostra a cruel realidade de todos nós que vivermos num país onde quase tudo que vestimos e usamos estão fora dos padrões da morfologia dos brasileiros, como calças, calçados, itens de trabalho como luvas e até camisinhas e outros itens.
  Felizmente esse documentário aborda tudo isso, com pessoas comuns, artistas, trabalhadores,empresários e vai até Brasilia abordar esse tema com quem tem o poder e obrigação de tomar as medidas necessárias para começar a mudar esse quadro. Só mesmo assistindo no cinema e na íntegra para entender a complexidade dos fatos de forma esclarecedora e leve.
  Tive a felicidade de fazer parte, como modelo, desta maravilhosa "película", por isso assino em baixo a veracidade do que digo acima.
  Aos que estão no Brasil, não percam, boa diversão e pipocas à todos.
  Segue um trailler do filme e mais uma vez parabéns ao renomado produtor Paulo Pélico.
   http://youtu.be/a1gxH1gtEew

Felizmente esse quadro deve mudar até 2014, veja abaixo a reportagem do globo sobre isso:


Tamanho P, M ou G? Fim da confusão à vista

  • Senai levanta medidas de 10 mil brasileiros, e roupas poderão ter padrões regionais e nacional já em 2014
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Scanner humano colhe medidas do corpo de voluntarios para ajudar a industria a fazer produtos mais adequados ao consumidor
Foto: Leo Martins / Agencia O Globo


Scanner humano colhe medidas do corpo de voluntarios para ajudar a industria a fazer produtos mais adequados ao consumidor Leo Martins / Agencia O Globo
RIO — Ao perguntar a um brasileiro que tamanho ele veste, a resposta, invariavelmente, é depende. Isso porque a falta de padrão da indústria nacional faz com que uma mesma pessoa possa ir do tamanho P ao G, do 38 ao 42, segundo a marca. É um problema que pode estar com os dias contados. Um estudo antropométrico inédito no Brasil é desenvolvido pelo Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil — Senai-Cetiq do Rio, com a ajuda de um aparelho chamado scanner humano, já utilizado pelas indústrias americanas e europeias. Já foram mapeadas as medidas de 6,5 mil brasileiros de todas as regiões do país. O estudo deve ser concluído até julho do ano que vem, e os dados vão gerar tabelas de medida padrão regionais e nacionais. Um investimento de R$ 5 milhões, em recursos próprios do Senai-Cetiq, que criará referências para a indústria aprimorar a precisão das numerações de suas confecções.
— Ainda resta colher as medidas de 3,5 mil pessoas para concluirmos o estudo, sermos creditados e acreditados nacional e internacionalmente. Mas a tabela da região Sudeste já ficará pronta no primeiro semestre deste ano —antecipa Flávio Sabrá, gerente de Inovação, Estudos e Pesquisas do Senai-Cetiq e coordenador do projeto.
A falta de padrão ou de um levantamento antropométrico — técnica científica de mensuração do corpo ou de suas partes — motivou até um documentário: “Fora do figurino — As medidas do jeitinho brasileiro”, do diretor Paulo Pélico, realizado entre 2007 e 2012, e que estreou na última sexta-feira nas cidades de Rio, São Paulo e Brasília.
É que hoje, apesar de haver referenciais estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para a moda infantil e masculina, a maioria dos fabricantes ainda usa medidas estrangeiras para fabricar roupas, calçados e móveis. Segundo Marcos Fernandes Gonçalves, economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo, a prática se repete desde meados do século XX, quando o poder de compra da população estava nas mãos de brasileiros com ascendência europeia.
O documentário mostra ainda que o problema aflige do homem urbano ao índio, da dona de casa às apresentadoras de TV pela perda de tempo e dinheiro, além de inibir compras pela internet. A falta de regulamentação ainda possibilita que o mercado lance mão de alguns truques, alerta Ariel Vicentini, coordenador de Tecnologia do Senai-Cetiq:
— Há marcas que usam uma modelagem maior, mas vendem como um número menor, para que o cliente se sinta psicologicamente magro.
Apesar de o estudo antropométrico ser referência para indústrias no mundo inteiro, no Brasil, o tema ainda é polêmico. O presidente da Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), Roberto Chadad, por exemplo, defende a manutenção dos padrões referendados pela ABNT.
— O estudo do Senai-Cetiq nos servirá apenas para conferência. Quem merece crédito são os varejistas. Eles têm melhor conhecimento do corpo do brasileiro que vestem. Há 16 anos discutimos esse tema com a ABNT. Esse levantamento contou com a participação de dois mil modelistas — destaca o presidente da Abravest.
Padrão para Calçado na segunda fase do estudo
De acordo com a superintendente do Comitê Brasileiro de Normalização Têxtil e do Vestuário da ABNT, Maria Adelina Pereira, os padrões infantil e masculino foram estabelecidos num consenso, a partir das tabelas de medidas usadas pelas empresas, numa espécie de média. Ambas as normatizações são de adesão voluntária. Chadad antecipa que até o fim deste ano a ABNT finalizará as medidas para a confecção feminina, que corresponde a 60% do mercado.
Alheio a polêmicas, o Senai-Cetiq comprou mais dois scanners humanos, investimento de R$ 160 mil, e outros dois específicos para captar com precisão as medidas dos membros superiores, inferiores e extremidades do corpo, que serão usados, numa segunda fase do projeto, para gerar medidas para a indústria calçadista e de equipamentos de proteção (como luvas e capacetes).
Saiba como funciona o mapeamento
Hábitos: O voluntário, entre 18 e 65 anos, responde a questionário sobre hábitos de consumo
Cabine: Usando uma lingerie especial, feita de malha e poliéster, o voluntário se posiciona na cabine, onde, por incidência de luzes brancas, por 60 segundos, são mapeadas 100 medidas de seu corpo. As informações são enviadas a um computador, que cria uma imagem tridimensional
Fita métrica: O voluntário ainda tem 21 medidas colhidas com uso de fita métrica por um técnico
Tabelas: Os dados resultarão em tabelas com medidas padrão nacionais e regionais para homens e mulheres adultos
Fonte: Daiane Costa em 
http://oglobo.globo.com/economia/tamanho-m-ou-fim-da-confusao-vista-7931198#ixzz2PqSFa16O 

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